1 de jan de 2017

20's Party

Adentrei 2017 em uma festa particularmente bonita. O tema anos 20 não poderia ser mais perfeito pela a escolha de músicas dançantes e roupas glamourosas, em uma data como esta que nos induz a querer juntar em um só milésimo de segundo, todos os nossos anseios pro ano que se apresentará.

Eu sempre me prendi a algumas superstições mesmo desconfiando de algumas delas no decorrer de suas não realizações. Já usei por anos consecutivos calcinhas vermelhas, vestidos brancos, acessórios dourados... e isto, no entanto, não chegou a me conferir paixões avassaladoras, paz interior ou riquezas, como prometiam respectivamente.

Minha virada foi louca e glamourosa 🎩🎼🌟 festa anos 20 com o vestido perfeito @gatsbylady!



É verdade que vivi tudo isso. Mas a medida que perdi meu primeiro amor, foi-se também a paz interior e só me restava a instabilidade financeira. Em um só fim de ano deixei de lado o ritual de vestir cores e tentar catar caroços de uva na virada para 2015. Não precisei de lentilhas no próximo réveillon para ter dinheiro durante 2016 inteiro. E nesta New Years Eve para 2017, em que eu não vi fogos de artifício, nem me preocupei com a cor da roupa íntima, incrivelmente, encontrei-me nos primeiros minutos do ano abraçando, sentindo amor, gratidão, paz interior e a completude que sempre almejei.

Acho que a fé, quando depositada em pequenos atos, nos livra da busca e do empenho para a conquista de coisas que julgamos importantes e muitas vezes desconhecemos. É quase como se pedíssemos para que caísse do céu uma solução, um presente surpresa que só sabemos o nome, mas pouco estamos cientes do quanto é preciso dedicarmos para merecê-lo.

Então, o que seria a paz representada pelas roupas brancas que vestimos ritualmente nesta data? Seria a paz de habitar em si mesmo, a cegueira, a indiferença ao que não for referente ao "eu" enquanto o mundo segue o caos, a barbárie, as guerras, o genocídio e a poluição?

Este ano eu não vesti cor alguma me apegando a uma superstição. Vesti-me de mim e incrivelmente, desde este primeiro dia do ano, sinto voltar aquela vontade se SER o que sou: isto tudo de chata, crítica, atemporal, incomum, comum, rabugenta, melancólica, sem paz interior e sedenta de informação e expressão. Eu prefiro viver em um mundo meu, do que precisar me dissimular para agradar o outro. Entrei 2017 com sede de mim. Deste argumento aleatório. E o que pretendo é ser não menos do que o que eu sinto, o que eu penso, o que eu tenho de mais humano e desumano. Que todos possamos nos encontrar nestes anos loucos que estão por vir!! Feliz plano novo!!



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