26 de abr de 2011

Monochromatic Inspiration...


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Bom dia anos 60! Até que enfim postei essas fotos. Eu queria um look branco total. Como o cinza é a cor mais neutra da paleta de cores, caiu super bem com o macaquito branco que comprei na colcci. Ele é romântico e me lembra modelos de roupas antigas. A bolsa era da minha tia avó Iza, uma mulher muito elegante que me lembrava a ilustre Coco Chanel com sua postura elegante, cabelos curtos nigérrimos e seriedade –ela sem dúvidas foi uma grande inspiração da minha vida desde a infância.. Para tornar a composição mais atual, usei uma bermuda sobre a meia calça bege e sandálias com salto extra (também da colcci). Nada mais feminino!

Bonjour!

21 de abr de 2011

♪ Dance with me: Folk Music

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Resolvi soltar mais um cd para download nesta quinta feira de feriado. O dia está lindo e eu achei que vocês gostariam de embalar-se comigo ao som tranquilo e requintado que é o folk. A música folclórica ou folk music, segundo a etimologia do termo adotada no século XIX, era a música feita pela sabedoria popular ("folk lore"). A denominaçāo indicava especialmente a música feita pela sociedade pré-industrial, fora dos circuitos da alta cultura urbana. Nesse álbum que disponibilizo pra vocês, há algumas das minhas musicas prediletas, como por exemplo "postcards from italy" da banda beirut e "no children" do the mountain goats.

Espero que gostem da selecao. Façam o download do álbum Fine Folk aqui e confiram a playlist abaixo:

1. blitzen trapper – furr
2. dale earnhardt jr. jr. – vocal chords
3. monsters of folk – baby boomer
4. jenny and johnny – new yorker cartoon
5. edward sharpe and the magnetic zeros – home
6. vetiver – everyday
7. taken by trees – my boys
8. coconut records – summer
9. fleet foxes – blue ridge mountains
10. mumford & sons – banjolin song
11. the mountain goats – no children
12. jens lekman – your arms around me
13. beirut – postcards from italy
14. ben gibbard – you remind me of home
15. stornoway – boats and trains
16. great lake swimmers – your rocky spine
17. ray lamontagne – sarah
18. cat stevens – how can i tell
19. simon & garfunkel – bleecker street
20. tin hat trio – fear of the south

Source: MissMoss + Wikipedia

Missão para o feriado santo: trança cauda de peixe!

á viram as tranças fishtail? Elas são feitas com mechas bem finas de cabelo, trazendo de trás para frente de duas em duas mechas como se estivesse fazendo uma costura. Aproveitando o feriado da Semana Santa onde, por tradição, as pessoas devem evitar comer carne vermelha, vou testar o tipo de trança rabo de peixe.
Só tem um problema: para aumentar as possibilidades de sucesso com esse penteado, melhor que o cabelo seja liso para que as mechas se destaquem. E meu cabelo é ondulado. O que fazer? Hahaha é o que vamos saber em pouco tempo. Logo mostro pra vocês como ficou.

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Muito chocolate para vocês nesta páscoa. Beijos e bom dia!

20 de abr de 2011

Discovered Fashion Magazine

Discovered Fashion

Revista Discovered Fashion: Entrevista para a estudante de Design Gráfico da UNP -e também blogueira, Claudia Suely. Durante o contato, ela disse que se inspira no ZebraTrash e eu fiquei super lisongeada! (Obrigada pelo convite, Cacau! ;)

.Alagação, Abril 2011. Rio Branco.


RBRio Branco, 17/04/2011. Alagação.Rio Branco, 17/04/2011. Alagação no bairro 6 de agosto.Rio Branco, 17/04/2011. Alagação no bairro 6 de agosto.
Rio Branco, 17/04/2011


♪ Dance with me: Trashion Music R/MX



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Olá, queridos Trashionistas! :) Nos ultimos dias meu tempo está curtíssimo. Não tenho dormido muito e tenho muitos trabalhos. Isso me impossibilita de tirar fotos e escrever para o blog. Então hoje eu resolvi trazer um pouco de música para vocês. Um dia desses, em algum dos tours que faço pela internet, encontrei um cd que reúne músicas bem conhecidas em versões remixadas. Definitivamente, eu adoro todas as músicas que estão nesse cd em suas versões originais, mas também gostei da mistura otimista do R/MX. Sobre a playlist? São 16 músicas onde as principais são de Michael Jackson, Bob Dylan, Rolling Stones, Lykke Li, Phoenix,The Black Keys, M.I.A, Radiohead, entre outros.

R / MX
Faça o download aqui.


<3 MissMoss

17 de abr de 2011

          again and again and again...

Van Gogh


Ontem a convite da professora Simone, da matéria de Literatura e Oralidade, fiz uma apresentação sobre Estética e Análise dentro do campo de Memória, convívio e Identidade, focando os aspectos pré-históricos da arte e correlacionando isso a contemporaneidade. Alguns alunos participaram expondo dúvidas e interagiram comigo durante a minha aula e no fim alguns me agradeceram (vocês têm noção do que é ouvir de alguém um "obrigada" seguido de um sorriso, por lhe ter ensinado algo? pois é... parece que a gente fica leve e há milhares de sorrisos de satisfação borbulhando por dentro).

Fiquei muito feliz em saber que pude mudar o pensamento de algumas pessoas, de forma que agora tornar-se-ão mais abertos a buscas históricas e conceituais antes de criticar uma obra de arte. A sensibilidade sobre as imagens é um valor construído de acordo com sua inserção e perspectivas.

Quando se trata de arte, é normal que em pleno século XXI as pessoas ainda estejam amparadas pelo conceito de Mimese para julgar uma obra. Mas como no apice do movimento pós-modernista esse conceito que busca uma "arte que imite a realidade" ainda é tão fixado na cabeça das pessoas?

O movimento modernista teve seu início em fins do século XIX e a partir daí o artista se tornou autônomo, livre das exigências do cliente. O objetivo da arte não era mais imitar, mas criar espaços, inventar recursos, analisar cores e formas, criticar e inovar com formas de representação que diluiam as imagens convencionais deixando inclusive a marca do abstrato, do subjetivo, do sentimento.

O movimento moderno trouxe a tona uma verdadeira festa dos sentidos, onde a nova arte se destinaria a estimular a relação entre aobra e o receptor, a partir dos mecanismos de percepção. E se estamos já quase dois séculos a frente, como ainda há quem queira ver o classicismo inperando? É lógico que o ser humano busca auto-análise, busca identificação com tudo ao redor para assim sentir-se acomodado. Exemplo disso é claro quando a humanização de animais e objetos aparece com frequência em quaisquer meios de comunidação: desenhos infantis, brinquedos, propagandas, filmes, etc.

O homem, na busca por compreender sua própria natureza cheia de complexidades, ainda não é crítico de objetos que inquerem maior contemplação. Mas isso não quer dizer que não gostem da obra. Podem vir a gostar de um quadro abstrato se de alguma forma se identificarem com as formas geométricas ou com os blocos de cores.
Na última semana retomei uma leitura que iniciei já faz um tempo e parei pela metade. O livro "Teorias da Arte Moderna" de H. B. Chipp traz algumas cartas de grandes nomes da arte moderna que contaram sobre seus estudos e teorias através de cartas para amigos ou parentes.

Li uma vez mais as cartas de Van Gogh, um pós impressionista que não parecia se adequar ao momento em que vivia e foi incapaz se auto subsidiar ou ser compreendido em suas técnicas de expressão. Hoje, passados muitos anos de sua morte, ele é considerado um grande pintor do passado. Mas por que e por quem? Maior parte da população sabe seu nome decor e não sabe sequer o que foi o movimento impressionista. Como pode alguém julgar uma arte sem conhecê-la? É o que chego a pensar repetidas vezes quando olho ao meu redor. O meu quarto é cheio de quadros e livros espalhados e quase não sei do trivial...

Hoje é domingo e minhas fotos têm como fundo as imagens pictóricas de Van Gogh, um artista da Luz. Ótimo dia a vocês!! ;*

acessórios.Shoes, Vincent van Gogh, 1888 + Foto dos sapatos do Fotógrafo 2011;Van GoghCirca-Art-Vincent-van-Gogh-109

Sequência de Fotos:
1 - Óculos: Chilli Beans
2- Sandália: Via Uno (linda, mas muito desconfortável)

Sequência de Imagens:
1 - Starry Night - Van Gogh + Foto;
2- Shoes, Vincent van Gogh, 1888 + Foto dos sapatos do Fotógrafo 2011;
3- Soleil- Vincent Van Gogh + Foto;
4- Circa Art, Vincent Van Gogh.

Fotos: Renah Azevedo
Efeitos: Clara Campelo


13 de abr de 2011

Le peintre fou perdu dans le siècle dernier...

06/2010  X 04/2011

    A arte sempre teve papel primordial na minha vida. Desde a infância, quando com quatro anos eu aprendi a fazer a minha primeira reprodução e descobri o mundo das tintas, eu pareço me perder em sensações quando mantenho o contato com o que se trata de expressão, seja pictórica, musical, literária ou verbal.

    Quanto mais estudo sobre estética e leio sobre Arte, mais tenho vontade de conhecer os diversos conceitos concebidos sobre este ultimo termo tão subjetivo que ao longo da história, por mais tentativas que se façam, não irá conceber nunca uma determinação fixa sobre o nome em conceituação plena. O que é Belo? O que é Arte -com maiúscula?

    Assim como a vida, a morte e o amor, o termo universal "Arte" possui uma estreita relação com a essencialidade do ser, com o mais intrínseco valor humano. No íntimo, consideramos arte aquilo que nos comove, aquilo que remete a uma memória, uma identidade, ainda que sejam elas forjadas.

    Sei que pareço fugir daquilo que vocês procuram quando entram no meu blog quando começo a tratar de assuntos como este. Arte não é uma coisa muito legal de se discutir em um ambiente de distração na contemporaneidade, não é mesmo? Essas coisas ficam geralmente para as salas de aula. E na academia é que ficam, limitando-se ao espaço livro/leitor/sala de aula; Não vai muito além dali.

    Mas é neste ponto que eu sempre quero tocar. No ponto certo de lembrar a alguém que relute em me ler os pensamentos: Arte é inútil quando o assunto é interminável e complexo, mas é essencial e tão vital a humanidade quanto se tornaram as máquinas desde sua invenção.

    Eu não costumo acordar e pensar sobre o que vou falar durante o dia porque há dias em que todo o meu vocabulário adquirido só é usado para formar curtas frases como "Bom dia" ou "Com licença". Mas acordo com a vontade de compreender algo no céu ou em alguma parte do meu percurso diáfano. Olhar a natureza, a natureza das coisas, permite-me uma distração inenarrável e assim eu penso na Arte como um prazer que não se limita a obras classificáveis ou já classificadas, mas como uma observação consequente de uma sensibilidade adquirida.

   Muitas vezes o que me inspira na escolha de uma roupa é um dos quadros que ficam pendurados nas paredes do meu quarto. Outrora eu leio algo que me faz montar uma imagem na mente e assim eu junto essas cores para uma expressão linear. E eu crio então meu próprio conceito de arte moderna com a segurança de já ter lido cartas de autores dos mais célebres, que convenciam um a um, com suas certezas sobre seu objeto de estudo e resultados, tornando-se antagônicos e nem por isso insanos de sua concepção antológica sobre Arte.

    Mas se o assunto é interminável, melhor que eu me volte a imagem do topo e passe a dizer sobre o pouco que devia para tornar menos chata a publicação de hoje para os que lêem minhas palavras também - e não só as imagens. Pois bem, se não há Arte porque não há conceito incólume, há apenas artistas. E o artista é todo aquele que possui a sensibilidade de observar a natureza em seu aspecto mais subtil e essencial. Artista será aquele que adquire a técnica criada em si, de reproduzir um sentimento que ele absorveu e em profunda inspiração, expirou sobre alguma forma: seja pela voz em sua música ou pelos membros, com a habilidade dos traços ou machas. Artista é quem o é, sem que no exato instante seja preciso a identificação social do artista para tal nominação.

"Então, artista é aquele que expressa."

    Há alguns meses foi o que eu buscava entender quando pintei com tinta Guache uma mulher com um traje cheio de referências existencialistas e em algumas correntes do século XX. E quando ou quem se prestaria a analisar a minha pintura com olhos críticos a ponto de se deparar com essas inspirações senão eu mesma que a fiz? Um quadro não diz muito a quem não enxerga por trás das inúmeras reticências que o mantém.

    Foi no mês de Junho do ano passado [2010] que pintei esta mulher, pensando em um modelo indumentário que me serviria se não fosse o calor da minha terra. E agora, passados dez meses, olhei para o quadro e senti o momento como ideal para vestir o traje cheio de influências modernistas. Para meu espanto, encontrei quase todas as peças que desenhei em meu guarda-roupas. Pensei imediatamente que aquilo se tratava de Memória Identitária e segui o dia sem refletir mais sobre isto como se relacionar os fatos tivesse sido uma descoberta sem mais significados -e não são.

    Eu não usei as roupas desta forma para sair de casa, porque sem sombra de dúvidas, o calor em poucos minutos aniquilaria minha idéia inicial. Mas sem a camisa masculina que foi sobreposta, foi possível "viver" a mimese.

    As cores sóbrias, o caramelo da bolsa de couro e a camisa de seda... Tudo inspirado no século passado e ao mesmo tempo, objetos mais que atuais, onipresentes no mundo da moda dos ultimos meses. E quem irá dizer que esses objetos foram releituras de um momento ainda mais expressivo? Hoje a sociedade possui realidades diversas e as descobertas se voltam muito mais aos meios de comunicação e entretenimento sem reflexão porque a técnica de arte não é levada em conta. A gente contempla qualquer coisa, porque a fugacidade da ação é a premissa do momento.

    E neste mundo tão irônico, onde se perdem valores essenciais enquanto avançam as tecnologias, quem vai dizer que a moda não é Arte andando por aí?...

Clara Campelo
Rio Branco, 13/04/2011

11 de abr de 2011

then ... I'm running!!

Estou correndo contra o tempo. Quando a faculdade vai chegando ao fim, aperta um pouco a nossa vida, e parece que os dias são minutos, porque há sempre muita coisa a fazer. Nas ultimas semanas estou elouquecida com tantos trabalhos e provas!
A sorte é que estudar literatura e decoração de interiores não tem como ser ruim e hoje inclusive, devo entregar um projeto de interiores de uma loja que eu criei. Os estudos preliminares de inspiração me deixaram muito feliz, porque pude viajar no tema, inspirando-me em grandes personagens da história como Flávio Carvalho, Vivienne Westwood e Chanel. A boutique terá um conceito que vai manter bem a idéia do sustentável aliado ao contemporâneo/abstraro/inovador/jovem. Enfim... Não há tempo pra falar muito, porque essa tarde merece didicação para o bom rendimento do meu trabalho.

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Desejo uma ótima semana a todos! ;*

10 de abr de 2011

Jason Thielke Art

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"Podem te arrancar um braço, uma perna, tudo bem, você continua vivendo.
Mas a alma? Sem ela, você é só uma caixa de ossos"


9 de abr de 2011

      Mais um a vez essa mulher, sim!

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Então eu fui novamente visitar a estátua "Vida", localizada em frente a Maternidade de Rio Branco, porque relembrei um antigo post (A Estátua "Vida" e a essência mística de Venus) onde falei de minhas concepções acerca da estética pouco ligada a representação da população feminina acreana e sim remanescente de uma prática muito antiga datada de mais ou menos 30.000 a.C. de representar a fertilidade através da hipertrofia de seios, quadris e vulva.

    Segundo o que pude notar desde então, o aspecto que mais incomodou as pessoas, foi a forma rotunda adotada pela estátua, que gerou em seu torno debates e polêmicas acerca da estética e alto custo do monumento. Sobre este valor, inclusive, é interessante salientar que parece não ser justificável às pessoas porque não vêem valor estimável alí presente para que se compreenda tal preço; O que não vou discutir no momento, pois volto a forma arredondada da mulher grávida que procura um gesto leve ao levantar o braço e cruzar uma perna sobre a outra, num movimento de graça que parece ser visto apenas por mim...

    Pois bem: Observo uma vez mais sobre a estátua vida, que não deixa de ser um a figura realista pois não será incomum a presença de moças obesas na contemporaneidade bem como eu não considero um estado negativo. Destarte, em comum com a arte paleolítica, a expressão e sublimação dos aspectos de fecundidade são extritamente prestados a um culto de cunho sagrado acima do homem. Ou seja, ela em momento algum representa ou pretende remeter um aspecto supérfulo de fragilidade e sublimação estética, o que pode inclusive nos fazer refletir sobre o conceito de Belo e de Arte, e interligá-los a valores e concepções do que é "beleza" na atualidade para além dos artifícios mais fúteis.

    Para Platão, o belo é o bem, a verdade, a perfeição. E para vocês? Outro dia alguém citou Vinícius de Moraes na caixa de comentários do meu blog e mal utilizou a palavra, pois sem dúvidas esqueceu-se que Belo é essência, não "boniteza". Belo para mim é a arte que eu conheço e arrepio quando vejo, é a música que eu escuto porque me embala, é o livro que eu leio com prazer que vem como um suspiro à boca. É bela a vida quando se conhece os sentidos. E é Belo tudo aquilo que desperta os sentidos, não necessariamente a visão. E se o conceito de belo parece subjetivo porque os sentidos são carregados de conectores com a nossa história, como julgar feia uma obra sem conhecer sua procedência? Como falar sobre o caráter de criação? Pensemos sobre o que nos cerca, reflitamos sobre os nossos bens!

    E digo isso porque bem vi muitas pessoas identificarem um índio no ombro da mulher e não se incomodaram com ele -apesar de detestarem ser chamados de índios amazônicos quando viajam ao Sul do país- mas com a mulher gorda, buscaram um espelho, uma identidade que não condiz com o padrão a que todos pretendem se enquadrar enquanto ensejam a 'modernidade' mais e mais. E a modernidade o que é? Saber julgar o corpo de um ser, mas desconhecer o próprio passado? Renegar uma imagem enquanto se perdem línguas do próprio território? Não sei, talvez eu tenha complicado desta vez, mas é discussão pra dias a fio!

    Amanhã vou dar uma aula básica sobre isso pra turma dentro da matéria de "Literatura e Oralidade". Espero não me perder no tempo, mas pretendo viajar muito por alguns momentos da arte paleolítica. Faltam poucas horas, preciso dormir, e já estou sonhando com coisas boas!

Sucesso para todos nós! ;*
Paz, Amor, Respeito, Compreensão e REFLEXÃO!

Imagens pictóricas: Botero.



8 de abr de 2011

       ◇ ◇ ◆   Art Inspiration




benny

Como Chanel já dizia: “A moda é feita para se tornar fora de moda.” Combinar ou descombinar? Eis a questão! No mundo atual, onde a moda abriu os olhos para as individualidades antes ingnoradas, nada mais pode ser visto como "out". Isso porque ter uma forma única de se expressar é mais valioso do que conseguir cair muito bem dentro de um vestido caríssimo que possui vários exemplares e modela apenas corpos super frágeis sobre pernas muito finas.
Ser "trashion" é ter a coragem de usar uma composição estranha por pura contra-cultura, tentando fugir do padrão. Em litígio a habitual busca pela estética perfeita. Usar uma roupa de marca não quer dizer muita coisa para quem tem senso de estilo próprio. -Você pode usar uma peça de R$ 1,0 e ainda assim manter uma postura elegante que valoriza o meu aspecto visual como um todo. 
A Moda é fugaz! A moda nasce, cresce e morre para nascer de novo na próxima estação!  "A moda reivindica o direito individual de valorizar o efêmero." E eu valorizo a vivacidade das cores e a jovialidade. Eu valorizo o conteúdo do meu dia, o meu humor e o conforto. Medo de usar? Ninguém pode te dizer o que vestir, certo?
Reflitam sobre seus espelhos e sobre suas roupas aquilo que pensam! Falar, expressar sua personalidade pode ser uma forma divertida de treinar a auto-confiança!


nha
housemeias novas
Eu vi a arte se perder como se perdem as línguas...

5 de abr de 2011

Art Inspiration - Luke Ramsey + Zara

Partindo de uma teoria sobre a qual eu faço uso constante em minhas aspirações filosóficas, o designer Luke Ramsey acredita que tudo ao nosso redor está conectado, mas, como somos cercados por informação demais, fica difícil absorver tudo, então ele usa suas ilustrações para organizar suas próprias inspirações e referências. Eu conheci os trabalhos de Ramsey através da revista Zupi e fiquei encantada com a quantidade de detalhes de seus desenhos. O estilo simplista e moderno que ele utiliza para seus trabalhos é encantador porque traduz a sua essência estranhamente harmoniosa dentro de um "caos organizado", como ele mesmo define.
Outro dia usei suas telas como inspiração para compor um look diáfano. Tentando compreender sua relação com a arte, eu usei uma calça estampada da Zara em tons pastéis combinada a peças mais sóbrias em cores plenas: preto e branco. Aproveitei para estrear meu óculos novo da Chilli Beans, um modelo gatinho que adquiri ha uns dias atrás.
O que mais gosto quando me inspiro em arte, é quando o resultado vai além do que eu imaginava. Desta vez, a organicidade do trabalho de Luke foi um dos principais pontos de coesão com meu visual, que exigia incrementos de leveza contrapondo-se a um padrão complexo.
Abaixo, algumas fotos que tirei antes de sair de casa e a arte de Luke Ramsey:

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3 de abr de 2011

Pin Up, Girl!

Nesse domingo, a minha inspiração fez uma viagem ao passado e me proporcionou uma idéia de vestimenta que lembrava muito as garotas dos filmes dos anos 40. A bandana com laço sobre a cabeça e a peça com poás foi o meu partido. Logo eu estava buscando uma saia midi e um delineador para montar um look Pin Up contemporâneo que eu incrementei com um falso topete feito com uma trança no lugar da franja curta...

Pin Up

Para falar sobre as pin-ups é preciso que eu volte ao fim do século 19, época em que o teatro de revista transformava dançarinas em estrelas, fotografadas para revistas, anúncios, cartões e maços de cigarros. Em Paris, a arte dos pôsteres virou escola e influenciou artistas até as primeiras décadas do início do século 20, quando os calendários também passaram a trazer desenhos de mulheres com silhuetas idealizadas pela imaginação masculina da época. E é justamente a partir do ato de pendurar ilustrações nas paredes que o nome pin-up surgiu.

Pin Up

Foi na década de 40, contudo, que as pin-up girls (ou “garotas penduradas”) viveram o auge do sucesso. Numa época em que mostrar as pernas era atitude subversiva e ser fotografada nua, um atentado ao pudor, lápis e tinta davam forma a essas mulheres, carinhosamente chamadas de “armas secretas” pelos soldados americanos.

Pin Up

Asseguradas pelos traços sofisticados vindos da art-nouveau, as Pin Ups das ilustrações de papel ganharam vida ao serem encarnadas por atrizes Marilyn Monroe, ou fotografadas por modelos voluptuosas como Bettie Page. A partir dos anos 70, a indústria do sexo passou a desmanchar a aura misteriosa dessas mulheres, graças a filmes pornográficos e revistas de nu feminino. Mas isso não quer dizer que as Pin Ups tenham se perdido com pela história. Temos ainda algumas mulheres que vivem o estilo Pin Up retomando a estética que marcou o século oitoscentista (que fazem a alegria dos homens pela simples sensualidade visual/corporal), como Dita Von Teese.