3 de ago de 2009

Moda Retrospectiva

Moda, música e atitude estão sempre fizeram parte da minha vida. E tenho notado em todo o mundo a junção desses elementos para a composição de uma nova forma de interligação entre as pessoas que curtem rebuscar tendências e valorizar o que já foi um dia tido como o ideal.
Eu, particularmente acho que hoje em dia já quase não se faz boas músicas como antigamente. As possibilidades eletrônicas talvez favoreçam a preguiça ou acômodo dos artistas, que antigamente seguiam a linha que julgavam certa e se dedicavam mesmo, a ponto de atingirem todo o mundo com suas letras, como os Beatles, Elvis, Michael Jackson e tantos outros.
Hoje em dia a moda é uma integração entre estilos que já foram puros, porém não seriam tão verdadeiros se não tivessem sofrido influências mundiais e revivais juntapostos. Fazendo a cabeça do nosso mundo fashion, hoje essas tendências se formam a partir de gostos diversos e acabou se tornando, acredito eu, que o momento em que a moda está mais liberal e diversa. O neopunk se mistura com o estilo clássico, as rendas se contrastam com couro, e até calças de cintura alta estão em paralelo aos boyfriend's jeans, ambos rebuscados de épocas passadas. As influências, no entanto, são tão diversas que talvez eu não possa enumerar, mas o que mais tem se destacado aos meu olhos, é óbvio que são as ditaduras do som que eu ouço.
O movimento flowerpower que tomou conta das ruas nos anos 60 e 70 trazido pelos Hippies ditando moda pelos palcos de músicas de levada leve e cantante de Janis Joplin, Jimi Hendrix e Beatles como um símbolo da ideologia da não-violência e de repúdio à Guerra do Vietnã, hoje aparece em diversos momentos nos permitindo conforto e atitude com batas, calças boca de sino, cós alto, headbangs, e até mesmo os florais que tão usados pelo universo fachion blogger nos meses mais recentes.
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O Hard Rock, que há dois anos já marca a minha vida e meu estilo, meu gosto e até meu corte de cabelo é trazido com influência no Glamour dos oitentistas mais famosos da música como AC/DC e Kiss que inspiram a moda Punk Rock, também influente em meu estado mais personificado desde os 13 anos, caracterizado Rebeldia pura em calças jeans apertadas e rasgadas, cabelo moicano, taxas e All Star surrados. Esse movimento permitiu aos adoradores das bandas total GLAM, como eu, o poder de usar os cabelos jogados para o lado ou até bagunçados e volumosos no extremo estilo "lion" das cantoras de Glam Hard Rock oitentistas como Vixen, GirlSchool, Warlock, Sandy Saraya, entre outras, que ousavam no top com calças de cós alto, botas de prache e muito, muito couro, tachas e spikes para marcar o estilo sexy agressivo miscigenado ao romantismo do rock pesado que emanavam.
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A New Wave também vem dos anos 80. Traduzida a português como "nova onda", desbrocha do estilo rock’n roll fazendo uma grande mistura entre o Pop da época, marcado por Michael Jackson, Cyndi Lauper, Madonna e Boy George, que já faziam um revival da estética andrógina dos anos 70 e das roupas e acessórios dos anos 60, miscigenando aos cabelos punk, as cores cítricas, ombreiras e certamente as formas e o neon típico.
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Do Grunge anos 90 surge a influência das calças rasgadas, camisas xadrez e all stars e roupas largas tamanho extra e cabelos bagunçados estilo descontraído e até desleixado como os de Kurt Cobain.
O Indie Rock traz à tona calças skinny, camisetas de bandas, óculos estilo neo-nerd, saias rodadas, petit-pois e peep toes com referências nos Strokes.
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E é óbvio que eu não consegui listar todas as influências sofridas pelo atual e tão diversificado mundo fashion que as vezes me dá até nauseas de tanta informação emanente, pois, o vai e vem de estilos, a forma de buscar no passado as referências para a autoafirmação e modificar o que se têm de acordo com estilos anteriores é normal e está em toda a estética mundial a partir dos primeiros movimentos artísticos surgidos no planeta Terra.
A forma de relembrar e trazer com força total como se revitalizando gloriosamente em forma de tributo aos costumes que não vivemos, me parece uma forma bonita de demosntrar respeito e bom senso, como se estivéssemos querendo eternizar nomes e costumes tão influenetes que não podem perder importância. E por conta disso, saldo-vos e parabenizo, blogueiras, fashionistas, estilistas e grandes fãns da música e dos movimentos artísticos gerais que estão fazendo esse trabalho tão pleno de energias e revivais, como se o mundo tivesse que reviver histórias e reconstruir as formas a partir das bases principais. Beijos, Clara.

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